abr
29
2011

Prefeitura pretende construir mais uma faixa no Elevado do Joá

Os túneis do Joá e de São Conrado, que ligam a zona sul do Rio de Janeiro à Barra da Tijuca, serão ampliados. A Prefeitura do Rio de Janeiro estuda construir uma terceira faixa em vão livre na parte superior do elevado do Joá, originalmente entitulado Elevado das Bandeiras, para facilitar a circulação dos veículos para os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto foi aprovado na terça-feira durante uma reunião com a delegação do COI (Comitê Olímpico Internacional). Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, as obras terão início em 2013.

O Doutor em engenharia Fernando MacDowell, que denunciou em 2010 no Portal das Avenidas que o elevado é uma obra em risco e não possui acompanhamento estrutural adequado, é totalmente contra a obra. O mesmo vem alertando a Prefeitura, o Crea e vários outros órgãos sobre os problemas existentes. Qualquer intervenção mal planejada pode ocasionar colapso da estrutura, segundo MacDowell.

Nov
04
2010

Liminar impede Prefeitura do Rio de agir e casas derrubadas são reerguidas na encosta da Autoestrada Lagoa-Barra

Duas semanas após a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) demolir construções irregulares na encosta da Autoestrada Lagoa-Barra, na saída do Túnel do Joá, antigos moradores já começaram as obras para reerguer casas com material de construção doado por conhecidos. O grupo conseguiu na Justiça uma liminar impedindo qualquer ação da prefeitura até dia 30, quando será realizada uma audiência para discutir a situação.

Segundo a Seop, as construções irregulares estavam em terreno público e área de risco, tanto para os moradores quanto para quem passa pela Lagoa-Barra. Duas das casas derrubadas tinham rachaduras, segundo a Seop. Um pouco mais à frente do terreno ocupado, no acesso que liga a autoestrada ao Largo da Barra, funcionários da prefeitura trabalham na contenção de um deslizamento ocorrido nos temporais de abril.

No terreno hoje estão amontoados alguns pertences pessoais e eletrodomésticos dos antigos moradores. Há desde material escolar e roupas até geladeiras e um televisor, parte sob proteção de lonas. Pedro Mariano, de 42 anos, conta que mora no local desde que nasceu:

- Meu pai trabalhou na construção do túnel e, naquela época, passou a morar aqui.

A situação lembra o caso das comunidades do Horto, que hoje somam mais de 600 casas, construídas por descendentes de antigos funcionários do Jardim Botânico. Lá, no entanto, a Justiça já decidiu favoravelmente em favor do parque, mas a reintegração de posse está no meio de uma polêmica envolvendo a Superintendência de Patrimônio da União.

Entre os antigos moradores das cinco casas demolidas há domésticas, uma atendente de ponto de táxi e funcionários de empresas da região, como uma marina no Largo da Barra. O advogado Alberico Montenegro, que acompanha o caso da família, alega que a demolição foi precipitada, devendo ter sido precedida de uma perícia.

O medo da expansão das moradias levou associações de moradores do entorno a se mobilizarem pela remoção. Segundo Afonso Cobaléa, presidente da Associação de Moradores da Joatinga (Amejoá), essa é uma reivindicação antiga, que agora foi acolhida pela prefeitura:

- A favela estava escondida no mato e bem próxima à Lagoa-Barra. O medo era que amanhã as casas se multiplicassem para dez, depois 20, e logo virasse uma mini-Rocinha.

Para ele, não há espaço para discussão por se tratar de uma área pública, na qual não caberia usucapião:

- Não consigo entender esse Judiciário, que amarra o braço da prefeitura. Fizemos o nosso papel de denunciar. Somos completamente contrários a qualquer ocupação irregular, prática incompatível com a cidade do Rio.

Morador há mais de 50 anos do Largo da Barra, Ismael Moulinari viu o Túnel do Joá ser construído e confirmou a versão dos invasores quanto à época da ocupação. Moulinari, que é presidente da Associação de Moradores do Largo da Barra (Amalab), conta que o terreno foi cedido para um funcionário da empreiteira para que ele ficasse mais próximo das obras durante a execução do projeto. Como não houve fiscalização, o operário nunca mais saiu dali, constituiu família e levou parentes para o local:

- Aquilo é área de risco de deslizamento. As casas regulares foram construídas com fundação nas pedras, o que não aconteceu com os barracos.

Sobre a liminar conseguida pelos moradores, a Seop informou que, se cair a liminar, a prefeitura demolirá novamente as casas que forem reerguidas.

Nov
30
2009

Secretaria de Obras nega risco de desabamento do Elevado do Joá

A Secretaria Municipal de Obras e Conservação divulgou, nesta segunda-feira, nota oficial desmentindo o risco de desabamento do Elevado do Joá.

De acordo com o comunicado, a Coordenadoria Geral de Projetos (CGP) da prefeitura do Rio informa que no caso do Elevado das Bandeiras, conhecido como Elevado do Joá, devido ao seu histórico de patologias e intervenções, há um cuidado ainda maior com a conservação. A prova seria a contratação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia - COPPE, para avaliar, de modo mais detalhado, o atual estado de conservação estrutural do elevado.

Seguem os demais trechos da nota:

“Em fevereiro deste ano, preocupado com as informações sobre as condições estruturais do Elevado, o secretário municipal de Obras, Luiz Antonio Guaraná, começou a buscar, junto aos técnicos da CGP, respaldo técnico especializado para diagnosticar o real risco à população. Foi realizada vistoria no Elevado das Bandeiras, acompanhada pelo secretário, e com a participação do corpo técnico da Prefeitura em conjunto com os professores Eduardo Batista e Luiz Miranda, da COPPE. A partir dessa vistoria, foi iniciado o processo – que está tramitando na Procuradoria do Município - para a parceria com o Instituto, visando a realização de sondagens mais profundas, que serviram para embasar as intervenções que serão realizadas pela Prefeitura.

Segundo a avaliação dos profissionais, esse pilar sofreu desgaste causado pela ação das ondas, atingindo a camada de proteção, que já havia sido reparada. A solução para esse caso específico deverá ser a mesma adotada na recuperação dos pilares adjacentes: a construção de uma barreira de concreto cuja foto foi anexada. No momento, não há risco iminente de instabilidade e a recuperação deve ser executada em breve.

Sobre a questão das juntas de dilatação e vedação, a Prefeitura esclarece que, devido à uma má concepção de projeto, o elevado tem um número excessivo de juntas. Além disso, diversos fatores contribuem para o desgaste precoce, como ambiente agressivo, tráfego intenso e tempo limitado para interdição. Dessa forma, a Secretaria de Obras desenvolveu um amplo estudo de tecnologias e procedimentos e elaborou uma nova metodologia, que pode ser executada durante o período noturno e que apresente uma elevada qualidade e, consequentemente, durabilidade.

A Secretaria concluiu este mês um teste dessa metodologia em duas juntas. Os resultados preliminares têm mostrado que a metodologia é bastante eficiente, sendo necessários apenas poucos ajustes. A previsão é de que todas as juntas estejam recuperadas em 2011.

A CGP já realizou um pré-levantamento completo dos serviços a realizar no elevado e aguarda a conclusão dos relatórios do estudo da COPPE para elaborar um termo de referência para a licitação da recuperação estrutural total do elevado.

É preciso ressaltar que a atual administração da Prefeitura atua, desde o primeiro minuto de governo, de maneira responsável, buscando a manutenção e monitoramento constante do Elevado do Joá. Não há motivo para alarmar a população, já que as ações da CGP são realizadas em caráter preventivo. Importante frisar que já foi realizada intervenção nas juntas de dilatação, iniciada em meados de outubro e finalizada no dia 12 de novembro.

Sobre a parceria com a Coppe, a Prefeitura esclarece que o Instituto foi escolhido por já ter efetuado ensaios e estudos que constituíram um diagnóstico que auxiliou as intervenções de reforço efetuadas no elevado na década de 90. Desta forma, podemos estabelecer um critério comparativo ao longo do tempo e avaliar com precisão a situação atual e quais os procedimentos a serem adotados. A Procuradoria Geral do Município já autorizou esse trabalho e, atualmente, está em fase de assinatura do contrato.”

jan
05
2009

Elevado do Joá com risco de desabamento

O mau estado das estruturas do Elevado do Joá, com rachaduras e ferragens à mostra, causa preocupação. O engenheiro Fernando MacDowell elaborou um relatório alertando, inclusive, para o perigo de desabamento da via.

– As juntas de dilatação da pista estão se deteriorando rapidamente, o que aponta para a movimentação dos pilares de sustentação, já que apenas o impacto da circulação dos carros não seria suficiente para abrir buracos tão grandes – denuncia MacDowell.

O engenheiro civil Fernando MacDowell elaborou um minucioso relatório com 20 páginas sobre o estado de deterioração das pilastras de sustentação da via.

Apesar da gravidade da situação nenhuma autoridade está dando atenção ao problema. O engenheiro afirma estar tentando contato sem sucesso com Eduardo Paes.

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