Nov
04
2010

Liminar impede Prefeitura do Rio de agir e casas derrubadas são reerguidas na encosta da Autoestrada Lagoa-Barra

Duas semanas após a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) demolir construções irregulares na encosta da Autoestrada Lagoa-Barra, na saída do Túnel do Joá, antigos moradores já começaram as obras para reerguer casas com material de construção doado por conhecidos. O grupo conseguiu na Justiça uma liminar impedindo qualquer ação da prefeitura até dia 30, quando será realizada uma audiência para discutir a situação.

Segundo a Seop, as construções irregulares estavam em terreno público e área de risco, tanto para os moradores quanto para quem passa pela Lagoa-Barra. Duas das casas derrubadas tinham rachaduras, segundo a Seop. Um pouco mais à frente do terreno ocupado, no acesso que liga a autoestrada ao Largo da Barra, funcionários da prefeitura trabalham na contenção de um deslizamento ocorrido nos temporais de abril.

No terreno hoje estão amontoados alguns pertences pessoais e eletrodomésticos dos antigos moradores. Há desde material escolar e roupas até geladeiras e um televisor, parte sob proteção de lonas. Pedro Mariano, de 42 anos, conta que mora no local desde que nasceu:

- Meu pai trabalhou na construção do túnel e, naquela época, passou a morar aqui.

A situação lembra o caso das comunidades do Horto, que hoje somam mais de 600 casas, construídas por descendentes de antigos funcionários do Jardim Botânico. Lá, no entanto, a Justiça já decidiu favoravelmente em favor do parque, mas a reintegração de posse está no meio de uma polêmica envolvendo a Superintendência de Patrimônio da União.

Entre os antigos moradores das cinco casas demolidas há domésticas, uma atendente de ponto de táxi e funcionários de empresas da região, como uma marina no Largo da Barra. O advogado Alberico Montenegro, que acompanha o caso da família, alega que a demolição foi precipitada, devendo ter sido precedida de uma perícia.

O medo da expansão das moradias levou associações de moradores do entorno a se mobilizarem pela remoção. Segundo Afonso Cobaléa, presidente da Associação de Moradores da Joatinga (Amejoá), essa é uma reivindicação antiga, que agora foi acolhida pela prefeitura:

- A favela estava escondida no mato e bem próxima à Lagoa-Barra. O medo era que amanhã as casas se multiplicassem para dez, depois 20, e logo virasse uma mini-Rocinha.

Para ele, não há espaço para discussão por se tratar de uma área pública, na qual não caberia usucapião:

- Não consigo entender esse Judiciário, que amarra o braço da prefeitura. Fizemos o nosso papel de denunciar. Somos completamente contrários a qualquer ocupação irregular, prática incompatível com a cidade do Rio.

Morador há mais de 50 anos do Largo da Barra, Ismael Moulinari viu o Túnel do Joá ser construído e confirmou a versão dos invasores quanto à época da ocupação. Moulinari, que é presidente da Associação de Moradores do Largo da Barra (Amalab), conta que o terreno foi cedido para um funcionário da empreiteira para que ele ficasse mais próximo das obras durante a execução do projeto. Como não houve fiscalização, o operário nunca mais saiu dali, constituiu família e levou parentes para o local:

- Aquilo é área de risco de deslizamento. As casas regulares foram construídas com fundação nas pedras, o que não aconteceu com os barracos.

Sobre a liminar conseguida pelos moradores, a Seop informou que, se cair a liminar, a prefeitura demolirá novamente as casas que forem reerguidas.

abr
06
2010

Pista de ligação entre Prainha e Grumari está interditada

Pista em direção a Prainha bloqueada

Pista em direção a Prainha bloqueada

Pelo menos três grandes pedregulhos desabaram sobre a estrada que leva a Prainha e Grumari, interditando a pista. Parte do asfalto afundou, e ainda não há técnicos da prefeitura no local.

abr
06
2010

Mulher morre em desabamento na Rua 8W

Quartos onde morreu uma mulher hoje na Rua 8W

Quartos onde morreu uma mulher hoje na Rua 8W

Uma mulher ainda não identificada morreu na manhã desta terça no desabamento de um barranco em um prédio na Rua 8W, no Recreio dos Bandeirantes.

mar
06
2010

Teto de gesso do shopping Barra Point cede com a chuva

A forte chuva que atinge a cidade provocou o desabamento do teto de gesso do shopping Barra Point durante a tarde. O incidente não causou vítimas.

jan
05
2009

Elevado do Joá com risco de desabamento

O mau estado das estruturas do Elevado do Joá, com rachaduras e ferragens à mostra, causa preocupação. O engenheiro Fernando MacDowell elaborou um relatório alertando, inclusive, para o perigo de desabamento da via.

– As juntas de dilatação da pista estão se deteriorando rapidamente, o que aponta para a movimentação dos pilares de sustentação, já que apenas o impacto da circulação dos carros não seria suficiente para abrir buracos tão grandes – denuncia MacDowell.

O engenheiro civil Fernando MacDowell elaborou um minucioso relatório com 20 páginas sobre o estado de deterioração das pilastras de sustentação da via.

Apesar da gravidade da situação nenhuma autoridade está dando atenção ao problema. O engenheiro afirma estar tentando contato sem sucesso com Eduardo Paes.

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