Cidade da Música ficará fechada por seis meses
A decisão da prefeitura de auditar os gastos das obras da Cidade de Música, na Barra da Tijuca, vai prorrogar, por pelo menos seis meses, a abertura da casa de concertos. O secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, afirmou ontem que dificilmente o projeto será concluído até junho. Segundo ele, a inspeção nos gastos deve durar entre 90 e 120 dias. A prefeitura terá ainda que desenvolver um projeto de concessão da Cidade da Música para a iniciativa privada.
- Dificilmente teremos, no primeiro semestre, a Cidade da Música oferecida à população. Até o fim da auditoria, pára tudo. Freio de arrumação - disse Pedro Paulo.
Pedro Paulo afirmou que a proposta de concessão para a iniciativa privada já deveria ter sido elaborada pelo governo anterior. Ele disse que a auditoria tem como objetivo descobrir se houve irregularidades:
- Vamos olhar do ponto de vista formal, do ponto de vista dos investimentos feitos, se não houve orçamentos superfaturados, se tudo realmente previsto foi gasto na Cidade da Música.
Em entrevista à Agência Brasil, o ex-prefeito Cesar Maia disse que a construção da Cidade da Música está totalmente paga e que o motivo da suspensão das obras por Eduardo Paes é o interesse em dar ao projeto traços de seu governo.
- Entendo (o decreto de suspensão das obras) pois a Cidade da Musica é tão importante, que todos querem inaugurá-la com sua marca - disse.
O presidente da Comissão de Músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira, Ubiratan Rodrigues, lamentou a decisão.
- É muito triste. Se houver ou não (irregularidades), a obra tem que ser concluída, foi feita com dinheiro do povo e deve ficar disponível para o povo - disse.