Três policiais civis da 16ª DP (Barra da Tijuca) foram acusados de agressão por dois empresários após uma briga em uma boate Taj Loungue, na Barra da Tijuca, na madrugada desta quinta-feira. Os envolvidos na confusão prestam depoimento na delegacia do bairro.
Os responsáveis pela acusação são o empresário do ramo de bebidas energéticas Roberto Suaid, 24 anos, e Anderson Cavalcanti, proprietário de uma loja de móveis modulados. Um amigo das vítimas, identificado apenas como Nicolas, foi agredido com muita violência e precisou ser medicado. Os três ficaram com muitos hematomas pelo corpo.
De acordo com a versão de Roberto, ele esteve na casa para se divertir com um empregado, chamado Vitor, Nicolas e um outro homem, identificado como Bororó, que seria sócio de Roberto.
Por volta de 4:30hrs, um grupo de pessoas iniciou uma briga que rapidamente foi apartada por seguranças. Aproximadamente 15 minutos depois, nova pancadaria foi inciada, desta vez envolvendo toda a boate. Temendo serem agredidos, Roberto e Vitor deixaram o camarote no nível inferior e chegaram até a rua através de uma porta de emergência. Do lado de fora, a dupla resolveu fazer um lanche quando foi abordado por um homem. Roberto foi xingado, agredido e acusado de ser o autor da confusão dentro da Taj Lounge. Policiais militares do 31º Batalhão (Barra da Tijuca) conseguiram apartar os brigões.
Minutos depois, o mesmo homem retornou com outras seis pessoas e um novo tumulto se estabeleceu. Desta vez, além de Roberto, Nicolas também foi brutalmente espancado, sendo salvo por um taxista que o levou para uma clínica particular para ser medicado. De acordo com Roberto, os sete agressores foram até um Toyota Corolla, sem placa, vestiram camisas da Polícia Civil e voltoram para o interior da boate.
Dentro da boate, os policiais civis se depararam com Anderson, iniciando uma nova confusão. O empresário afirma ter sido agredido pelos agentes que aparentavam estar alcoolizados, pois estavam com copos de bebida misturadas a energéticos.
“Rapaz, levanta a camisa. Sou policial civil aqui da 16ª DP e você tem cara de bandido. Foi você quem roubou meu cordão”, teria dito o policial durante a abordagem.
Anderson afirma ter sido algemado e arrastado pelas escadarias da boate. Do lado de fora foi ameaçado com uma pistola na cabeça e pensou que iria morrer. O empresário diz ter sido salvo pela chegada do chefe do setor de investigações da 16ª DP.
“Foi totalmente vergonhoso para mim. Tenho um nome a zelar, pois sou empresário da Barra da Tijuca e pensei que fosse morrer”, afirmou Anderson.
Informalmente, um policial civil declarou que Anderson já tem passagens pela polícia por porte ilegal de substância entorpencente e teria sido visto por uma agente traficando dentro da boate Taj Lounge.