A Polícia Civil irá retomar a investigação da morte do empresário Renato Biasotto, no dia 13 de junho, no apartamento onde ele morava com a mulher, Alessandra Ramalho D’Avila Nunes, na Barra da Tijuca. Nesta quinta-feira, Alessandra, assassina confessa do marido, teve um habeas corpus concedido pelo desembargador José Augusto de Araújo Neto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Por unanimidade de votos, os desembargadores que participaram da sessão decidiram que a polícia deve promover novas diligências, solicitadas pelo advogado de Alessandra, Mário de Oliveira Filho.
- Conseguimos uma vitória importante contra uma investigação que não seguiu os mínimos critérios técnicos. Agora, teremos as 23 diligências que eu havia solicitado sem ser atendido - comentou o advogado.
Alessandra terá de comparecer ao Fórum Central do Rio no dia 21 de setembro. Ela foi intimada para audiência de instrução e julgamento, no 3º Tribunal do Júri da capital, onde ouvirá os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Será a primeira vez que viúva aparecerá em público após o crime.
O assassinato aconteceu na madrugada de 13 de junho, após uma festa pelo Dia dos Namorados, no apartamento do casal, no segundo andar de um condomínio de luxo na Avenida Lucio Costa, na Barra da Tijuca. Após amigos deixarem a festa, Renato e Alessandra discutiram. Na cozinha, segundo a perícia, ela lhe deu uma facada no rosto e outra no peito. Alessandra deixou o condomínio de carro, levando o filho do casal, de cinco anos. Ela teria dito ao porteiro que iria prestar queixa na delegacia contra o marido. No entanto, seu carro foi flagrado por câmeras da Polícia Rodoviária Federal (PRF), poucas horas depois, na Via Dutra.
A defesa da viúva alega legítima defesa e teria um laudo comprovando as agressões do marido. Mas o delegado Carlos Augusto, da 16ª DP (Barra), que investiga o caso, não acredita na tese. Segundo ele, após o crime, Alessandra escondeu a faca e, antes de fugir com o filho, ligou para um amigo dizendo que Renato teria ficado maluco e estava se esfaqueando. A viúva se entregou à Justiça após ter o pedido de prisão preventiva revogado pelo Superior Tribunal de Justiça. Ela estava foragida desde o dia do crime.