out
08
2008

Polícia faz operação na Barra para prender envolvidos em clonagem de cartões de crédito

Uma operação deflagrada na madrugada de hoje pela Polícia Civil para combater a clonagem de cartões de crédito já cumpriu 11 dos 14 mandados de prisão. Dois dos acusados já estavam presos por outros crimes e falta apenas localizar um dos indiciados. Com o apoio de 60 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), os mandados foram cumpridos nos bairros da Barra da Tijuca, Ipanema, Tijuca, Jacarepaguá e Vista Alegre e nos municípios de Rio das Ostras, Magé e Niterói. Entre os presos, está a dona de uma joalheria de um shopping de Niterói.


Segundo a polícia, o grupo atuava com uma certa sofisticação, abrindo empresas de fachada para lavar o dinheiro da fraude. A polícia também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 40 Vara Criminal da Capital, e apreendeu máquinas de confecção de cartões de crédito.

artamento de luxo em Ipanema. No imóvel, a polícia encontrou um equipamento usado para confeccionar cartões. Um dos presos era o policial civil Fabrício Moraes Bermudes, acusado de fornecer informações ao bando.

Há indícios de que um dos integrantes do bando conseguia informações através do cadastro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A informação ainda não foi confirmada pela polícia.

De acordo com as investigações, o grupo agia de forma segmentada, cabendo, a cada um dos envolvidos, um tipo de atividade diferente no golpe. O chefe do esquema seria Rafael Ramos da Silva, que elaborava os cartões, com informações obtidas através de skimming, equipamento que faz a leitura criptografada dos cartões. Conhecido como “chupacabra”, o aparelho é igual a uma máquina portátil de cobrança de cartões.

Segundo a polícia, integrantes da quadrilha se passavam por funcionários de operadoras de cartões para trocar as máquinas em lojas, restaurantes e postos de gasolina. Por um período que variava de uma semana a até dez dias, quem utilizasse o serviço nesses locais tinha os dados cadastrais do cartão copiados.

O equipamento, então, era recolhido, e os dados arquivados usados por Rafael na confecção dos cartões clonados. Outros integrantes da quadrilha realizavam compras de materiais de construção, notebooks, tênis importados, aparelhos eletrônicos e até jóias, que eram revendidos pela metade do preço.

Os presos foram encaminhados para a Core, no Centro, onde prestaram depoimento. Foram apreendidos oito carros, entre eles um Passat blindado, e três motos. A polícia também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 40ª Vara Criminal da Capital, e apreendeu máquinas de confecção de cartões de crédito.

As investigações duraram um ano. Um dos responsáveis pela investigação, o delegado Flávio Porto, acredita que o bando atuava há pelo menos oito anos.





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